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A Perda do Mundo

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A Perda do Mundo

Mensagem  Projecto Artémis em Seg Jan 28, 2008 10:58 pm

Quando me decidi a escrever um artigo no âmbito do Projecto Artémis, sobre as mulheres que sofreram perdas gestacionais, fiquei num impasse se deveria enveredar por um conjunto de teorias sociológicas ou tentar “humanizar” um pouco o meu texto e ir de encontro aos sentimentos, pensar em todas as pessoas que sofrem o desgosto da perda de um filho desejado. Um desejo concretizado numa vida que advém de muitos sonhos e amor.

A única experiência "pessoal" que me aproxima de alguém que sofreu uma perda gestacional, leva-me para os meses que estive a estagiar. Uma das pessoas que mais me marcou e ajudou, sofreu um aborto daquela que seria a segunda filha. Várias vezes falava-me sobre a gravidez, das perguntas inocentes da sua outra filha, a forma como sorria... Não me esqueço do dia que ela regressou ao trabalho, vi um rosto triste e o único impulso que tive foi cumprimenta-la com dois beijos (coisa que nunca tinha feito até aquele dia), o sorriso que recebi nascido num rosto em queda para as lágrimas fez-me sentir bem - nunca pensei que cumprimentar alguém pudesse ser tão importante... a verdade é que quando pensámos que nada podemos fazer, estamos próximos de através de um pequeno gesto poder provocar sorrisos. É com acções que se mudam as coisas e não com o baixar de cabeça desenhando facções de pena ou impotência
Tentando racionalizar um pouco este texto acho importante situarmo-nos nas chamadas situações de desvio. Quando uma mulher sofre a perda de um filho desejado, muitas vezes cai na depressão podendo tomar comportamentos desviantes. Sobre estes comportamentos falamos de uma quebra com a rotina, com a sociedade, falta de vontade para retomar à normalidade perante a presença de um luto, do sofrimento...

Durante a gravidez há um certo "controlo" por todas as pessoas que rodeiam e acompanham a mulher. Grupos ligados ao parentesco, amigos, vizinhança, colegas de trabalho vão-se mostrando presentes, acompanham e perguntam sobre a gravidez. Para a mulher, onde uma vida se concentra no seu ventre, estas forças que gravitam à sua volta têm o seu peso. Esse peso mantém-se após o aborto mas com outros efeitos durante o período de sofrimento já por si difícil de lidar.

Os grupos que rodeiam a mulher e aqui falámos na sociedade, também têm efeitos sobre o acontecimento do aborto, revelando sentimentos de que a mulher poderá ficar para sempre afectada por aquela perda e isso levar à mudança de comportamentos. Esses grupos também podem sair fortalecidos face ao sofrimento de uma pessoa próxima, aproximando-os dos seus filhos, valorizando a dádiva de os terem.

O aborto de uma gravidez desejada, pode levar a mulher a uma "quebra de laços" com a sociedade, a mesma sociedade que contribuiu para o acréscimo de expectativas, as pessoas próximas que esperavam o nascimento de uma criança. Nestes casos em que a mulher refugia-se no seu sofrimento há aqui uma solidariedade primária que pode sair reforçada, falo do casal, os dois pilares do amor, ambos sofrem a perda e isso pode reforçar a vontade/necessidade de entreajuda e proximidade – talvez afastando-os de tudo o resto.

A família, a escola e o local de trabalho são vistos como os principais organismos que modelam a personalidade e a formação de objectivos. Uma gravidez é vivida em paralelo com estes organismos. O objectivo de ter um filho converge com os objectivos familiares, profissionais etc. Quando algo corre mal na perda desse filho, surge a ruptura de alguns desses objectivos e o afastamento de alguns grupos que se inserem neles. Ter que lidar com o peso de uma perda íntima é ter de lidar com tudo aquilo que rodeia a mulher e o casal, uma realidade “ajustada” à chegada de um filho que acaba por morrer...
Um Projecto como o Artémis oferece um canal aberto e uma proximidade com todas aquelas que sofrem perdas gestacionais, criando uma comunidade de reforço para a necessidade de se continuar a lutar e nunca perder a esperança.

Termino este artigo assumindo que posso ter corrido o risco de uma percepção demasiado distante perante um problema muito próximo e íntimo de algumas pessoas que vão ler este texto, no entanto, escrevo pela não indiferença, na esperança de fazer um pequeno gesto como o que falei no início do texto - e se puder provocar um sorriso, sinto-me um vencedor.

Artigo cedido gentilmente pelo Drº. Pedro Nunes - Sociólogo

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Um bem haja
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Re: A Perda do Mundo

Mensagem  Manuela Pontes em Seg Jan 28, 2008 11:11 pm

Duas coisas me fizeram pensar ao ler este artigo:

O Título e a frase: " sorriso que recebi nascido num rosto em queda para as lágrimas ".

É realmente a perda do mundo, é realmente a queda abrupta de todos os objectivos de vida, é sem dúvida o desmoronar das esperanças e da vontade de construir.
E a frase .... é simplesmente a Verdade. Não são necessárias muitas palavras, podemos corresponder apenas com um gesto e é o bastante para que um sorriso nasça, num momento em que as lágrimas imperam em todos as circunstâncias que a vida no exterior ordenam.
A visão que retiro deste artigo é que, quando nos aproximamos das mulheres que sofrem as perdas gestacionais, e falo numa aproximação física e anímica, real ao problema, passamos a compreende-lo. Basta que a sociedade, mencionada, abra os olhos ao que realmente este mundo encerra e talvez estes momentos violentamente duros, se tornassem amenamente em novas formas de luta.
Gostei muito.

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Re: A Perda do Mundo

Mensagem  Convidado em Ter Jan 29, 2008 10:37 am

Querido Dr. Pedro
não foi só com um sorriso k li o seu artigo mas tambem com lágrimas nos olhos pela prefeita descrição dos sentimentos.
È realmente a queda do mundo, ficamos sem chão seguro.
Já me tinha questionado, positivamente claro, pela sua presença neste forum. Fico muito agradecida por saber que há alguem, ainda por cima um homem, que se interessa verdadeiramente pelo problema aqui debatido: a perda de um filho.
Não imagina o quanto me enche o coração ver k toda a nossa luta não é inglória.

Um beijito muito grande e um abraço

Cris


PS. Quer tal visitar-nos na Expo em Guimarães? Very Happy

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Re: A Perda do Mundo

Mensagem  Convidado em Ter Jan 29, 2008 11:14 am

Esta frase a mim deu-me que pensar:

"a mulher refugia-se no seu sofrimento há aqui uma solidariedade primária que pode sair reforçada, falo do casal, os dois pilares do amor, ambos sofrem a perda e isso pode reforçar a vontade/necessidade de entreajuda e proximidade – talvez afastando-os de tudo o resto."

Se houve realmente um aspecto positivo a retirar de toda esta lição de vida pela qual fomos "obrigadas" a passar é este descrito na frase citada. A vivência desta dificuldade a dois, põe à prova o amor e a relação, no meu caso posso adiantar que a reforçou ainda mais.

P.S. Bem se vê que o Dr Pedro Nunes é sociólogo. Nós, sociólogos temos a sensibilidade à flor da pele. Laughing

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Re: A Perda do Mundo

Mensagem  Lúcia Marcos em Ter Jan 29, 2008 12:15 pm

Projecto Artémis escreveu:
É com acções que se mudam as coisas e não com o baixar de cabeça desenhando facções de pena ou impotência
Tentando racionalizar um pouco este texto acho importante situarmo-nos nas chamadas situações de desvio. Quando uma mulher sofre a perda de um filho desejado, muitas vezes cai na depressão podendo tomar comportamentos desviantes. Sobre estes comportamentos falamos de uma quebra com a rotina, com a sociedade, falta de vontade para retomar à normalidade perante a presença de um luto, do sofrimento...

Durante a gravidez há um certo "controlo" por todas as pessoas que rodeiam e acompanham a mulher.

Os grupos que rodeiam a mulher e aqui falámos na sociedade, também têm efeitos sobre o acontecimento do aborto, revelando sentimentos de que a mulher poderá ficar para sempre afectada por aquela perda e isso levar à mudança de comportamentos. Esses grupos também podem sair fortalecidos face ao sofrimento de uma pessoa próxima, aproximando-os dos seus filhos, valorizando a dádiva de os terem.

Projecto Artémis escreveu: escrevo pela não indiferença, na esperança de fazer um pequeno gesto como o que falei no início do texto - e se puder provocar um sorriso, sinto-me um vencedor.
Muito obrigado por me ter proporcionado esta leitura. Salientei algumas passagens que me marcram mais. Gostei muito da mensagem. Não sei que mais dizer. Esta tudo implicito no artigo.
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Re: A Perda do Mundo

Mensagem  NaRiZiNHo em Ter Jan 29, 2008 1:02 pm

Projecto Artémis escreveu:

O aborto de uma gravidez desejada, pode levar a mulher a uma "quebra de laços" com a sociedade, a mesma sociedade que contribuiu para o acréscimo de expectativas, as pessoas próximas que esperavam o nascimento de uma criança. Nestes casos em que a mulher refugia-se no seu sofrimento há aqui uma solidariedade primária que pode sair reforçada, falo do casal, os dois pilares do amor, ambos sofrem a perda e isso pode reforçar a vontade/necessidade de entreajuda e proximidade – talvez afastando-os de tudo o resto.



Foi precisamente isto que esteve prestes acontecer comigo, foi a forma que encontrei no início de dar a volta à dor que sentia e à indiferença das pessoas.
Parabéns pelo seu artigo, mesmo estando um pouco distante, soube descrever na perfeição tudo aquilo que sentimos, tudo o que nos invade e consome.
:-*
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Re: A Perda do Mundo

Mensagem  Convidado em Ter Jan 29, 2008 1:06 pm

Manu, é de facto verdade essa questão da proximidade, estive vários dias a acompanhar o fórum... foi o suficiente para ganhar forças e escrever algo. Toda a gente tem algo a aprender com a vossa luta.

Cristina obrigado pelas palavras. Quanto a uma visita à Expo em Guimarães... quem sabe...

Tininha fico contente por ver uma "colega" por aqui. Quanto à sensibilidade é impossível não sentir vontade de fazer algo depois de ler alguns testemunhos que vão sendo deixados neste fórum...

Obrigado Lúcia Marcos.

(tratem-me por Pedro)

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Re: A Perda do Mundo

Mensagem  Convidado em Ter Jan 29, 2008 1:08 pm

NaRiZiNHo escreveu:
Projecto Artémis escreveu:

O aborto de uma gravidez desejada, pode levar a mulher a uma "quebra de laços" com a sociedade, a mesma sociedade que contribuiu para o acréscimo de expectativas, as pessoas próximas que esperavam o nascimento de uma criança. Nestes casos em que a mulher refugia-se no seu sofrimento há aqui uma solidariedade primária que pode sair reforçada, falo do casal, os dois pilares do amor, ambos sofrem a perda e isso pode reforçar a vontade/necessidade de entreajuda e proximidade – talvez afastando-os de tudo o resto.



Foi precisamente isto que esteve prestes acontecer comigo, foi a forma que encontrei no início de dar a volta à dor que sentia e à indiferença das pessoas.
Parabéns pelo seu artigo, mesmo estando um pouco distante, soube descrever na perfeição tudo aquilo que sentimos, tudo o que nos invade e consome.
:-*

Obrigado Narizinho.

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Re: A Perda do Mundo

Mensagem  Convidado em Ter Jan 29, 2008 2:41 pm

Só quero reforçar o meu muito obrigada por dares voz a esta luta!!!!

Beijitos Cris

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Re: A Perda do Mundo

Mensagem  Convidado em Ter Jan 29, 2008 3:16 pm

"Colega" Pedro
Quero felicitar-te porque em poucas palavras, conseguiste transmitir todo o sofrimento pelo qual passamos. Fizeste-o melhor do que algumas mulheres seriam capazes de o fazer.

"escrevo pela não indiferença, na esperança de fazer um pequeno gesto como o que falei no início do texto - e se puder provocar um sorriso, sinto-me um vencedor."

Acredita que já provocaste muito sorrisos. Para mim já és um vencedor! cheers
Bem Hajas Pedro!!!

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Re: A Perda do Mundo

Mensagem  sandra almeida em Ter Jan 29, 2008 3:35 pm

Dr Pedro,

A mim provocou-me um sorriso muito grande... pela forma sensível que sente a temática da perda bem como a forma sábia como a transmite... muito obrigado!

Sabe, muitas das vezes e embora sofrendo muito, os homens recolhem-se ao silêncio, talvez pensando que ao falar sobre o que aconteceu vá mexer na ferida... e embora o casal possa se unir mais pelo facto de se sofrer a dois, a verdade é que o silêncio do companheiro não ajuda ao luto nem dele nem da mulher...

E sim, um gesto "fala" mais do que muitas palavras... ainda hoje me lembro de um abraço que a senhora do café me deu na altura em que morreu a minha Mónica... aqueceu-me o coração!

Obrigado pelas palavras e pela sua presença neste projecto tao grande!!
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Re: A Perda do Mundo

Mensagem  Lúcia Marcos em Ter Jan 29, 2008 4:01 pm

Bem, para dizer a verdade, a mim não me provocou um sorriso, mas as lágrimas nos olhos....
O sorriso, a compreensão é interior.
Mais uma vez muito obrigado.
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Re: A Perda do Mundo

Mensagem  Convidado em Ter Jan 29, 2008 9:47 pm

Pedro, seja bem vindo a este espaço Smile

Não posso acrescentar muito ao que já foi dito pelas minhas companheiras de luta (até pareço uma sindicalista Laughing )
Resta-me dizer-lhe que é mesmo muito bom e muito gratificante poder assistir a um membro do sexo oposto exprimir-se de uma forma tão sensível e tão completa sobre a temática que nos une a todos neste cantinho. Não quero dizer com isto que os homens são insensíveis a esta causa, nada disso, agora poucos são efectivamente os que sabem pronunciar-se tão bem sobre este assunto.

Quanto a mim, ganhou mais um grande sorriso Very Happy

Um grande bem haja

Catarina

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Re: A Perda do Mundo

Mensagem  Convidado em Qua Jan 30, 2008 12:10 pm

Obrigado pelos últimos comentários.

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Re: A Perda do Mundo

Mensagem  Convidado em Qua Jan 30, 2008 12:31 pm

sandra almeida escreveu:Dr Pedro,

A mim provocou-me um sorriso muito grande... pela forma sensível que sente a temática da perda bem como a forma sábia como a transmite... muito obrigado!

Sabe, muitas das vezes e embora sofrendo muito, os homens recolhem-se ao silêncio, talvez pensando que ao falar sobre o que aconteceu vá mexer na ferida... e embora o casal possa se unir mais pelo facto de se sofrer a dois, a verdade é que o silêncio do companheiro não ajuda ao luto nem dele nem da mulher...

E sim, um gesto "fala" mais do que muitas palavras... ainda hoje me lembro de um abraço que a senhora do café me deu na altura em que morreu a minha Mónica... aqueceu-me o coração!

Obrigado pelas palavras e pela sua presença neste projecto tao grande!!

Compreendo essa questão do silêncio, nem sempre é a atitude mais eficaz numa etapa de sofrimento... mas assim como eu não fui capaz de falar, talvez um abraço, um beijo... possam significar algumas palavras "não ditas". De qualquer forma há a tendência de centralizar isto na mulher, assim como o bébé que nasce dentro dela - levando a que alguns homens se "afastem" e sofram sem algumas pressões que a mulher poderá sentir. No entanto o companheiro deverá estar consciente de que é o outro extremo da balança e que se não actuar poderá provocar desequilíbrios na relação. Afinal amar também é "lutar" nos momentos de dor e lágrimas. Bem é só a minha opinião.... Smile


Última edição por em Qua Jan 30, 2008 1:06 pm, editado 1 vez(es)

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Re: A Perda do Mundo

Mensagem  Convidado em Qua Jan 30, 2008 12:52 pm

Eu tenho de deixar isto publico
Pedro como é possivel expressar sentimentos nunca sentidos?
Tiro o chapeu a quem como o Pedro nunca passou, e espero k nunca passe, mas consegue dar força com uma simples palavras.

Um grande beijo

Cris

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Re: A Perda do Mundo

Mensagem  Convidado em Qua Jan 30, 2008 1:31 pm

Cristina escreveu:Eu tenho de deixar isto publico
Pedro como é possivel expressar sentimentos nunca sentidos?
Tiro o chapeu a quem como o Pedro nunca passou, e espero k nunca passe, mas consegue dar força com uma simples palavras.

Um grande beijo

Cris

Pergunto de outra forma, será possível escrever e ler sobre isto sem alguma sensibilidade e compaixão? Como dizes, felizmente não sofri uma perda destas, não passei pelos dias intensos que algumas de vocês passaram... De qualquer forma, e como escrevi, já vi uma pessoa que gostava/respeitava passar do brilho imenso da alegria para um rosto completamente apagado e rendido, isto porque tinha perdido um filho... daí só me ocorreu uma coisa: a perda do mundo... Aliás se mais pessoas sentirem vontade de ajudar mesmo que não tenham sido "vítimas" do problema, será sempre uma mais valia na troca de energias e experiências - aliás vocês só se podem sentir muito bem por pertencerem a um Projecto com estas dinâmicas de entre-ajuda. (isto não referindo o meu papel profissional que me mantém interessado por alguns destes assuntos). Ah e o mais importante, toca a sorrir!! Wink

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Re: A Perda do Mundo

Mensagem  Convidado em Qua Jan 30, 2008 3:24 pm

Realmente fiquei surpreendida e feliz ao mesmo tempo pelas suas palavras. Tenho orgulho em haver sociólogos com esta sensibilidade. Apesar de estar nesta luta de coração, no pouco tempo que já faço voluntariado, dá-me imensa força ver a força das mulheres que passando pela dor tão imensa de perder um filho, conseguem olhar o futuro com uma esperança! esse sentimento que dá força à vida!
E por tudo isto e muito mais é que me dá muito gosto em pertencer a esta associação, onde conheci mulheres que são forças da natureza!
Como futura socióloga sou defensora que na nossa àrea de estudos deveríamos prestar mais atenção àquilo que realmente afecta os seres humanos, em que o tema do abortamento espontâneo é ainda um assunto tabu, e pouco conhecido.
cheers cheers cheers para todos os que caminham nesta luta, e principalmente a todas as mamãs que não perderam a esperançam, não a percam nunca!!

E obrigado Dr. Pedro, muito obrigado, que o seu exemplo sirva para muitos pais que ainda não sabem lidar com este assunto, e mudem as suas mentalidades, pois a perda de um filho é sempre uma perda a dois.

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Re: A Perda do Mundo

Mensagem  Convidado em Qua Jan 30, 2008 5:08 pm

Ó Andreia eu tenho orgulho em ti minha pupilazinha!!!! cheers cheers
Tu é que me dás força por saber que existem jovens com um coração de ouro como tu.

Mil beijitos
Cris

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Re: A Perda do Mundo

Mensagem  Convidado em Qua Jan 30, 2008 5:18 pm

Cris
A Andreia é futura Socióloga. Está tudo dito!!!
Uma cheers para a Andreia.

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Re: A Perda do Mundo

Mensagem  Convidado em Qui Jan 31, 2008 12:14 pm

Andreia escreveu:Realmente fiquei surpreendida e feliz ao mesmo tempo pelas suas palavras. Tenho orgulho em haver sociólogos com esta sensibilidade. Apesar de estar nesta luta de coração, no pouco tempo que já faço voluntariado, dá-me imensa força ver a força das mulheres que passando pela dor tão imensa de perder um filho, conseguem olhar o futuro com uma esperança! esse sentimento que dá força à vida!
E por tudo isto e muito mais é que me dá muito gosto em pertencer a esta associação, onde conheci mulheres que são forças da natureza!
Como futura socióloga sou defensora que na nossa àrea de estudos deveríamos prestar mais atenção àquilo que realmente afecta os seres humanos, em que o tema do abortamento espontâneo é ainda um assunto tabu, e pouco conhecido.
cheers cheers cheers para todos os que caminham nesta luta, e principalmente a todas as mamãs que não perderam a esperançam, não a percam nunca!!

E obrigado Dr. Pedro, muito obrigado, que o seu exemplo sirva para muitos pais que ainda não sabem lidar com este assunto, e mudem as suas mentalidades, pois a perda de um filho é sempre uma perda a dois.

Antes de mais parabéns pelo facto de fazeres voluntariado por esta causa. Tens razão sobre o facto de estes temas estarem pouco debatidos no âmbito da Sociologia (e não só), mas nada que impossibilite a troca de ideias e sobretudo aprender um bocado que é o que tenho feito por aqui. Obrigado eu (trata-me por Pedro). Se precisares de alguma ajuda estás à vontade. Existe agora um tópico dedicado à Sociologia neste fórum, seria óptimo que passasses por lá.

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Re: A Perda do Mundo

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